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Não tenho bens, posso fazer um testamento mesmo assim?

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Tem uma frase na igreja do convento de São Francisco de Assis em Salvador que diz assim: “A verdadeira filosofia é aquela que se faz refletindo sobre a morte.”

Você já parou pra pensar no seu testamento? Ou acredita que só no fim da sua vida você quer pensar nessas situações? Como se tivéssemos o controle sobre o nosso amanhã, né?!

O testamento é o último ato de vontade em vida, e deve ser cumprido! No mais, ele se reveste de requisitos específicos, perdendo a sua validade se for escrito de qualquer forma, ex: um contrato, uma carta, um texto em um papel de pão.

Infelizmente, existe um mito no Brasil que só pode testar aquele que possui bens, mas isso é um equívoco.

Importante salientar que sobre metade dos seus bens, você decide quem será o destinatário e pode até vincular a finalidade dele. Você pode fazer o que quiser com metade dos seus bens, desde deixar para os filhos ou até doar para uma organização da sociedade civil.

Ademais, chamamos de testamento existencial aquele testamento que, com ou sem bens, deseja o testador manifestar sua vontade sobre questões pessoais, por exemplo:

  • A forma como os filhos devem ser criados (religião, escola, quem será o tutor);
  • O reconhecimento de um filho (de sangue ou socioafetivo);
  • Se tem material genético congelado, qual o destino deles, se autoriza o uso;
  • Qual destino de seus órgãos;
  • A cerimônia de enterro ou cremação, e onde os restos mortais devem ser deixados;
  • Se possui livros ou alguma obra de sua autoria: se deseja que ela seja republicada, se aceita coautoria, se proíbe coautoria;
  • Sobre suas redes sociais, qual o destino delas;
  • Seus bens que tem valores emocionais para quem devem ser deixados…entre tantas outras questões que podem surgir de acordo com os desejos pessoais de cada um.

Por fim, é importante dizer que o testamento pode ser feito em qualquer estado dentro do Brasil, não estando o testando vinculado ao seu lugar de domicílio.

Por Jhéssika Avelino | Advogada Cível e Empresarial

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São Paulo – SP

Av. Rebouças nº 3819, CEP: 05401-450

Tel. (011)  3032-3616

Fax. (011) 3815 9920

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Realizado com grande êxito 1° OPEN LAB da Faculdade Trilógica Keppe & Pacheco

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Chega ao fim o 1° Open Lab da Faculdade Trilógica Keppe & Pacheco. Realizado nos dias 19 e 20 de outubro em Cambuquira, sede da FATRI, evento reuniu engenheiros, estudantes e demais interessados de MG, RJ e SP in loco, além de participantes de MG, BA, AM, SP e RJ online. Os engenheiros co-inventores da Tecnologia Keppe Motor falaram sobre esta tecnologia, obras de Keppe e Tesla e outros temas que compõem a matriz curricular do Curso de Gestão Ambiental, com Vestibular 2019 em andamento.

No primeiro dia, o evento conduzido pelos engenheiros e co-inventores da tecnologia Keppe Motor, Alexandre Frascari, César Soós e Roberto Frascari, reuniu um corpo mais técnico, composto basicamente por engenheiros. O grupo se reuniu no Teatro Thalia do Grande Hotel Trilogia para a palestra e demonstrações práticas da Tecnologia Keppe Motor e informações sobre os cursos da Faculdade Trilógica Keppe & Pacheco. Posteriormente o grupo fez uma visita às instalações da sede da FATRI.

No sábado, 20 de outubro, segundo dia do evento, alunos e professores do 2° ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação de Três Corações foram conhecer as instalações da FATRI e participar do 1° Open Lab. Aproximadamente 25 alunos e professores, além de demais participantes da sociedade, tiveram contato direto com os engenheiros, conheceram mais sobre os trabalhos de Keppe-Tesla e sobre a Nova Física Keppeana, que será pela primeira vez parte da matriz curricular de um curso superior no mundo na FATRI. Após o evento, os alunos e professores ainda visitaram o Parque das Águas de Cambuquira acompanhados por tutores indicados pela Prefeitura Municipal de Cambuquira.

Por meio de vídeos, o Coordenador do Curso de Gestão Ambiental, Prof. Dr. Ílio de Nardi Junior, e o Fundador do Instituto Tesla, descendente de Nikola Tesla e professor do curso de Gestão Ambiental da FATRI, Eng. Boris Petrovic, agradeceram a presença de todos e deram as boas-vindas a este 1° Open Lab, que abre a série de eventos “FATRI DE PORTAS ABERTAS” que demonstrará os diferenciais dos cursos de Gestão Ambiental, Teologia e Artes Visuais que iniciarão em 2019 e já estão com o Vestibular em andamento.

O próximo evento do FATRI DE PORTAS ABERTAS acontecerá nos dias 23 e 24 de novembro. As atividades terão início às 8h30 de sexta, 23/11, e se estenderão durante esses dois dias.

Informações:
keppepacheco.edu.br/vestibular
(35) 3251-3800 / 98872-3470

emissoes-globais-de-metano-podem-estar-subestimadas

Emissões globais de metano podem estar subestimadas

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Mudanças recentes na compreensão sobre o comportamento do metano na Terra, além de dificuldades para fazer amplas medições do que é emitido pelos oceanos, podem ter feito com que as emissões globais do gás – cujas moléculas retêm 25 vezes mais calor do que as de gás carbônico – tenham sido subestimadas.

As consequências dessa emissão maior vão desde um aumento ainda mais acentuado nas temperaturas globais até a concretização da chamada hipótese da bomba de clatrato (estrutura cristalina). Segunda essa hipótese, o metano hoje depositado no subsolo marinho poderia subir à atmosfera e gerar uma extinção em massa como as que ocorreram na transição dos períodos Permiano e Triássico (há cerca de 250 milhões de anos) e no fim do Paleoceno e início no Eoceno (há 55 milhões de anos, aproximadamente).

“Com o derretimento do Ártico e da Antártica, provocado pelo aquecimento global, muito desse metano que estava preso embaixo das geleiras, na forma de hidrato de gás, começa a ser liberado”, disse Antje Boetius, pesquisadora do Instituto Max Planck de Microbiologia Marinha, em Bremen, na Alemanha.

Boetius foi uma das participantes da Escola São Paulo de Ciência Avançada em Metano, realizada em Ilhabela de 16 a 23 de outubro e encerrada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em Piracicaba, no dia 26.

“A ideia da Escola foi conseguir avançar nas novas fronteiras do conhecimento dessa área da ciência, principalmente em relação aos microrganismos que produzem metano na natureza”, disse Vivian Pellizari, professora do Instituto Oceanográfico da USP e organizadora do evento. Além de palestrantes brasileiros e estrangeiros, participaram da Escola 73 alunos de pós-graduação e pesquisadores de pós-doutorado de 13 países além do Brasil.

“Para poder controlar as emissões é preciso conhecer a parte básica do metabolismo dos microrganismos e dos seus hospedeiros. Novos grupos desses microrganismos têm sido descritos nos últimos anos e ainda precisam ser mais bem compreendidos”, disse Pellizari à Agência FAPESP.

No Brasil, os maiores responsáveis pelas emissões de metano são a criação de gado e as áreas alagadas, presentes na Amazônia e no Pantanal. Elas acumulam matéria orgânica em decomposição, reduzindo a concentração de oxigênio e gerando metano.

O gado, por sua vez, emite o gás como resultado do processo de digestão. Além disso, mudanças no uso do solo também impactam a proporção entre o metano que é liberado na atmosfera e o que é consumido.

Os microrganismos do ambiente desempenham um grande papel na emissão global de metano. Embora recentes avanços tenham dado origem a novos conhecimentos, ainda há mais perguntas do que respostas em relação à quantidade global do gás, ciclagem biogeoquímica e microbiologia da metanogênese (geração) e da metanotrofia (consumo).

Atualmente, a busca por organismos que geram e consomem metano vai de ambientes criados pelo homem a alguns dos locais mais extremos na Terra. Na Escola também foram discutidas metodologias que poderão ser usadas para detectar presença de metano fora da Terra, como em luas de Júpiter. O metano seria um possível indicador de vida extraterrestre.

“O metano é um elemento-chave para a Astrobiologia e para conhecer mais sobre a origem da vida”, disse Ken Takai, da Jamstec, agência japonesa para ciência e tecnologia marinha e terrestre e um dos palestrantes no evento.

Além disso, outro tema discutido foi a recente aplicação do conhecimento em produção de bioenergia, gerenciamento de resíduos e em Agronomia.

“O metano formado no solo dificilmente chega à atmosfera se houver uma atividade biológica que consome esse gás. Mas, quando há desequilíbrio entre produção e consumo, acaba havendo liberação para a atmosfera. Para agricultura e solo, essa é uma das principais discussões colocadas aqui”, disse Fernando Dini Andreote, professor da Esalq-USP.

Gelo que queima

O hidrato de clatrato (ou hidrato de gás) é um cristal de água que encapsula gases, a maior parte metano, e que queima com facilidade. Por isso, é considerado pelo setor de energia como um possível combustível no futuro. Quando no subsolo marinho, sob baixas temperaturas, ele mantém estável o gás em seu interior.

“No entanto, temos evidências de que houve uma grande mudança no nível do mar ao longo da nossa história. A diminuição da pressão dos oceanos decorrente disso, além do aquecimento da água, é uma forma de liberar esse hidrato de gás. Como sabemos que houve um aumento das temperaturas marinhas, estamos provavelmente chegando a uma era ou período em que nunca antes na história humana houve tanto hidrato de gás sendo exposto”, disse Boetius.

A cientista alerta que no Ártico o quadro é especialmente preocupante, já que há muitos depósitos de hidrato de gás em partes rasas, apenas alguns metros abaixo do gelo.

“O Ártico tem muitos e muitos quilômetros de mares rasos e eles podem ter grandes depósitos desses hidratos de gás. Atualmente, a maior parte do Ártico está congelado, mas não sabemos se estará até o fim do século”, disse.

Investimento em pesquisa

Além da quantidade de hidrato de gás, a própria emissão de metano dos oceanos como um todo é apenas estimada. Embora métodos para fazer as medições sejam conhecidos, seriam precisos muito mais pontos de medição do que os poucos existentes atualmente.

“Para esse tipo de levantamento precisamos de navios, robôs e engenheiros. É um esforço de muita alta tecnologia. Logo, poucos países no mundo têm condições de fazer esse trabalho, embora devessem medir emissões pelo menos em sua própria zona econômica exclusiva. Por isso, temos muito poucos dados”, disse Boetius.

A quantidade de metano emitida, portanto, pode estar subestimada, o que é dito nos últimos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC): “Temos apenas estimativas baseadas em poucos dados científicos”.

Mudar esse quadro exige altos investimentos em pesquisa. No entanto, os Estados Unidos, segundo maior emissor de gases do efeito estufa do mundo, atrás apenas da China, recuou seus investimentos nos últimos dois anos.

“Os Estados Unidos têm um impacto desproporcional no clima por causa do estilo de vida, do jeito que gerimos nossa indústria. Contribuímos bastante para a quantidade de metano no mundo. Por conta disso, temos responsabilidade de fazer algo sobre isso”, disse Brendan Bohanann, da University of Oregon, um dos organizadores da Escola.

“Ao mesmo tempo, o financiamento para ciência nos Estados Unidos tem sido estável ou mesmo tem caído ao longo do tempo. Isso sem contar que tem havido uma queda geral na importância da ciência em determinar políticas no nível federal e isso é uma grande preocupação. Infelizmente, quando os Estados Unidos tomam uma decisão em nível nacional, isso tem um impacto global. Espero que o Brasil tome os Estados Unidos como um mau exemplo e não faça a mesma coisa”, disse Bohanann.

Além de assistir a palestras, apresentar trabalhos e realizar atividades em grupo os participantes fizeram visitas técnicas à Esalq e ao Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena).

Mais informações sobre a Escola São Paulo de Ciência Avançada em Metano: http://spsasmethane.com.

FONTE: André Julião, de Ilhabela  |  Agência FAPESP

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Mundo perdeu 60% dos animais selvagens em 40 anos, alerta estudo

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Relatório da WWF apresenta uma imagem preocupante dos impactos humanos prejudiciais sobre os ecossistemas e a biodiversidade da Terra

Por Vanessa Barbosa

A biodiversidade planetária está ameaçada. Populações globais de animais selvagens diminuíram em média 60% em pouco mais de 40 anos, de acordo com o relatório “Planeta Vivo 2018”, da organização não governamental WWF (World Wildlife Fund).

O relatório, divulgado hoje, apresenta uma imagem preocupante dos impactos humanos prejudiciais na vida selvagem, florestas, oceanos, rios e clima. Ao mesmo tempo, chama atenção para a curta janela de tempo para ação e a necessidade urgente de adoção em larga escala de novas abordagens para a valorização, proteção e restauração da natureza.

O estudo reitera a ameaça já sublinhada no recente relatório do Painel Internacional sobre Mudança Climática (IPCC): estamos no meio de uma crise planetária causada por atividades humanas e estamos fazendo pouco para mudar a rota.

O que está causando a perda global de espécies?

A degradação ambiental e perda de habitat devido à agropecuária e à superexploração de espécies continuam sendo as maiores ameaças à biodiversidade e ecossistemas terrestres e marinhos em todo o mundo. Segundo o estudo, apenas um quarto das terras do Planeta estão livres dos impactos das atividades humanas e esse número deverá cair para apenas um décimo até 2050.

Essas ameaças são particularmente evidentes nos trópicos, resultando em uma perda mais significativa da vida selvagem nessas áreas, principalmente nas Américas Central e do Sul, onde a redução chega a 89% desde 1970. No caso do Brasil, ainda somos a maior fronteira de desmatamento do mundo — perdemos  1,4 milhão de hectares de vegetação natural por ano.

Nos últimos 50 anos, 20% da vegetação da Amazônia já desapareceuEspecialistas indicam que se o desmatamento total alcançar 25%, esse bioma chegará ao “ponto de não retorno”, podendo entrar em colapso.

O relatório aponta também a região do Cerrado como uma das maiores frentes de desmatamento no mundo. Além das perdas para a biodiversidade, o desmatamento no bioma põe em risco a segurança hídrica do país, uma vez que as águas que nascem no Cerrado alimentam seis das oito grandes bacias hidrográficas brasileiras e alguns dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo.

Outra ameaça crescente é a mudança climática, que afeta ecossistemas e espécies, e que pode dobrar a curva da perda de biodiversidade até o final do século. A mudança de uso do solo, principalmente o desmatamento, é o maior fator de emissão de gases de efeito estufa do Brasil, contribuindo assim para o aquecimento global. Entre 1990 e 2013, a mudança de uso do solo foi responsável por 62,1% do total de emissões do país, segundo o Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

Fonte: Revista Exame

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PSICO-SÓCIO-PATOLOGIA DAS LEIS: A Patologia do Foro Privilegiado

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Leia aqui o artigo completo presente no Jornal STOP ed. 98

A Constituição Federal de 1988 é a sétima Constituição do Brasil, tendo sido promulgada no dia 5 de outubro, depois de quase 2 anos de trabalho da Assembleia Constituinte. A Constituição é chamada de lei suprema do país porque é nela que foi estabelecida a estrutura e organização do Estado. É na CF que estão as normas basilares, que são superiores a todas as outras normas jurídicas.

Quando nos indignamos perante a impunidade no Brasil, principalmente com relação aos crimes de colarinho branco, não imaginamos que isso também ocorra por encontrar respaldo jurídico na Constituição.

Quantas pessoas podemos citar que foram presas por crimes de colarinho branco antes do evento da Lava Jato e do Mensalão na história recente brasileira? Mas quanto tempo ficaram presas de fato?

Isso ocorre entre outras razões devido o foro privilegiado. O FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO Art. 29, inc. X da Constituição Federal de 88. Trata-se de direito adquirido por algumas autoridades públicas, (aproximadamente 50 mil cargos) de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, garantindo que possam ter um julgamento especial e particular quando são alvos de processos penais.

Ocorre que, esse privilégio afronta diretamente o artigo 5º da Constituição Federal, senão vejamos:

“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

Os sintomas do Foro Privilegiado são visíveis e de fácil percepção para qualquer ser humano. Essa lei incentiva à disseminação da corrupção, injustiça social, impunidade e a violência. Propiciando um terreno fértil para bandidos assolarem a democracia enquanto se beneficiam dela, como agentes patológicos que crescem dentro de um órgão saudável ou mesmo como nos filmes de vampiros humanos que sugam sangue uma vez que seu próprio já está totalmente comprometido.

Obviamente que o legislador enxergou nesse artigo 5º da CF, uma possível ameaça à sua integridade e permanência no poder. Criando assim, uma exceção à regra (Foro Privilegiado).  Apesar das justificativas é aqui que podemos identificar a oculta causa psíquica, ou seja, a inversão do ser humano, que consiste em ver num bem um prejuízo e no mal um benefício, encontrando uma maneira de “diminuir os prejuízos” da igualdade e transparência previstas no artigo 5º CF.

Recentemente, estive numa palestra ministrada pelo Ilmo. Dr. Deltan Dallagnol, procurador e coordenador da força tarefa da lava jato, onde ele apontava essa necessidade na mudança das leis. Que a força-tarefa da lava jato não seria o bastante para mudar o Brasil, que seria necessária uma mudança na legislação, caso contrário, apenas ocorreria uma alternância de autorias delitivas dentro da malha de corrupção sistêmica brasileira.

Entendo que as leis foram e são elaboradas para manter o poderoso no poder e servir os interesses de poucos em detrimento de muitos. O poder político subordinado ao poder econômico. Esse princípio se institucionalizou, e se tornou a fonte do fazer político. Contudo, temos que ficar vigilantes, como dizia Abraham Lincoln “A eterna vigilância é o preço de nossa liberdade” ou ainda, “Conscientizar a humanidade que ela está nesse estado de obnubilação é condição fundamental para leva-la a uma situação de felicidade. Socialmente, temos que modificar imediatamente as leis, que permitem aos mais doentes dominar a sociedade, estar atento para que os indivíduos maus não distorçam novamente, temos de vigiar cada minuto, para que não sejamos lesados.” Norberto Keppe, Libertação dos Povos pag.17.

A ética e a consciência estão acima da lei. Este princípio metafísico que estipula a máxima da ordem do maior para o menor (fonte dessa máxima seria Santo Anselmo?) deveria ser aplicado quando da elaboração das leis, encontrando sua fonte e respaldo naquilo que está acima dela. Quando uma lei não está sob a égide do elemento transcendental ou metafísico, ela está fadada ao fracasso ou a injustiça. Em seu trabalho, Desobediência Civil, Henry David Thoreau diz: “Se uma lei é injusta, desobedeça”, ou ainda, “Devemos ser homens, em primeiro lugar, e depois súditos. Não é desejável cultivar pela lei o mesmo respeito que cultivamos pelo direito.” O pai da desobediência civil foi o grande inspirador de outros grandes líderes mundiais como Martin Luther King, Mahatma Gandhi e Nelson Mandela.

Se o ser humano não perceber essa inversão que mencionei anteriormente, de ver na corrupção como um grande benefício ou vantagem para si próprio, continuará a criar consciente ou inconscientemente mecanismos de proteção à patologia, travestidos em anseios morais e falácias de raciocínios.

Essa inversão ocorre de maneira geral, tanto nos operadores do direito como os legisladores, políticos, advogados, juízes como no povo, que ao ir às urnas eleger seu representante, identifica num determinado candidato seu próprio desejo de poder e corrupção.

Rodrigo Pacheco Angélico, advogado OAB 204858/SP, American Bar Association 02095430.

Fonte da imagem: Charge do Lane

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Qual é o Ser Mais Perigoso da Natureza?

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Lidar com a problemática psíquica do ser humano é uma profissão difícil porque é como mexer num “vespeiro” da pessoa. É tocar naquilo que ela tem de mais dolorido, que menos quer ver e que mais mascara. Esse ato de esconder é justamente a causa fundamental de todas as doenças nas pessoas. Isso é somatizar, ou seja, transformar um problema psíquico que não se quer ver, em um problema orgânico.

Qual é o ser mais perigoso da natureza? Seriam as feras, como os ursos e leões? Certamente não. O mais perigoso é o ser humano. Porque o homem (ou mulher) é o único que tem prazer em agredir e em ser mau. O animal não tem conceito de “maldade”: segue a lei da natureza e faz a vontade de Deus – e se não segue é porque tem alguma perturbação introduzida pelo ser humano. Eles são perfeitamente “éticos”, pois ser ético não é seguir ensinamentos ou convenções sociais, mas agir de acordo com os princípios e energias harmoniosos. Por isso, precisamos tentar descobrir o que está errado no nosso organismo, na nossa vida e na nossa cabeça para deixarmos a energia natural fluir e funcionar.

Muita gente diz: “Eu não pedi para nascer”. Isso mostra que o ser humano assume verbalmente, conscientemente, que ele é contra a vida – e é justamente essa atitude contra o bem que traz todas as doenças.

Voltando aos animais – eles têm sempre uma utilidade dentro da natureza. Assim, quando se diz que o ser humano mau é um animal, trata- se de uma “ofensa” a eles. O ser humano mais se assemelha aos demônios, porque estes eram seres de luz, mas negaram e rejeitaram ser o que poderiam ser, devido à inveja que têm. Segundo a teologia, os demônios (anjos decaídos), Lúcifer ou Satanás, eram seres de luz. Melanie Klein fez um estudo muito bonito a esse respeito, comparando os esquizofrênicos graves com essa atitude do demônio, que tem uma atitude de negar toda a luz que possui em si mesmo e dar o contra pela inveja.

Ainda mais perigoso que um ser humano comum é o ser humano poderoso. Porque o indivíduo, quando tem poder, geralmente realiza todo o mal que quer, e antes não podia realizar. Por isso, muitas vezes um presidente chega ao poder e acaba fazendo tudo diferente do que prometia quando estava em campanha, ou seja, antes estava embaixo com o povo, e depois em cima com os bancos – pisando na população.

Se o ser humano não se conscientiza da própria patologia, ele usa o poder para deixar toda a patologia à solta, usa a vontade invertida dele para destruir, atacar, roubar e ser egoísta. Enfim, o poderoso, de modo geral, faz tudo de mal que ele quer fazer e tira muito prazer com isso. É por isso que geralmente ele não solta o poder – a pessoa morre, mas não deixa o poder.

Pior de todos ainda é o poderoso doente e há os que se esmeram na patologia, como Bush ou Hitler – estes são pessoas que pegam o poder para dar vazão a toda sua teomania (mania de se acharem Deus).


Cláudia B. S. Pacheco*
Extrato do livro Medicina Psicossomática Trilógica Saúde Integral

*Psicanalista e escritora, com 12 livros publicados. Vice-presidente da SITA, presidente e fundadora da Associação Keppe & Pacheco e da STOP a Destruição do Mundo.


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Os Anticristos Que Desnortearam Toda a Humanidade

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Começando com Galileu e Isaac Newton, posso apontar o engano dos dois, ao colocar a origem da energia em fatores externos, pois eles acreditavam que, a partir daí, é que se formava o campo energético — Galileu deu como exemplo a pedra que rola da montanha e vai aumentando de velocidade, como se esse movimento é que criasse energia.

Isaac Newton estabeleceu 3 leis com idênticas ideias: a primeira, que um corpo sai da inércia com algum movimento externo; a segunda, que a variação do movimento vem em consequência de uma ação externa; a terceira lei, mais conhecida, é a da ação e reação, que diz que a toda ação exercida sobre um corpo, corresponde uma força contrária de reação, na mesma velocidade e direção. Tanto Galileu como Newton cometeram o mesmo erro, mas o inglês abriu as portas com a questão da reação, que é exatamente a atitude do diabo, para entrar na vida social e tentar brecar todo o seu desenvolvimento.

Albert Einstein seguiu a mesma orientação anticristã com sua famosa fórmula E = mc2, colocando a energia formada pela velocidade da luz ao quadrado, não sabendo que existe movimento superior ao da luz, mesmo sendo ao quadrado — e, o pior ainda, incitando a criação da bomba atômica, que não é só explosão, e, sim, desintegração da matéria.

Em seguida, posso apontar o maior anticristo moderno, também da Inglaterra, muito mais nefasto, Charles Darwin, com sua proposição sem pé nem cabeça: o Evolucionismo — algo absolutamente incongruente, seja no setor científico, seja no filosófico e também no teológico, é claro, ao dizer que o nada faz tudo. Parece um debiloide do diabo falando, porque ele colocou a sua atitude de destruir e eliminar tudo, no início de sua proposição.

No setor Psicopatológico, Sigmund Freud foi o pior exemplo, ao colocar a etiologia das doenças mentais no campo afetivo-sexual, fornecendo não uma ideia, mas uma simples opinião (doxa), que já na Grécia Antiga não se via como sendo ciência, mas palpite, sem nenhuma seriedade. É por esse motivo que as explicações freudianas não obtiveram êxito dentro da Medicina Psicossomática — o próprio Freud foi acometido por um câncer na laringe, por mais de 30 anos, e o pior ainda, estimulando o conceito de bem-estar e felicidade, retirado dos instintos, como se fôssemos animais irracionais.

Karl Marx foi um valente anticristo, preguiçoso e dotado de forte inveja em relação aos indivíduos abonados, mas desejando o poder econômico sem fazer força e por milagre diabólico, no que denominei de Capitalismo de Estado. Até para escrever, no que ele deveria ser mais forte, deixou-nos só um livro, O Capital, mostrando que os poderosos teriam de explorar os trabalhadores escravizados em duras atividades, propagando a ideia que sofriam amargamente suas escravidões por culpa das maldades dos povos ocidentais, que viviam com certa fartura.

Aproveitando o assunto, verificamos que Adam Smith trouxe para a sociedade o delírio de riqueza, na exploração do homem pelo homem, liquidando o desenvolvimento industrial, pois, falando da famosa Mão Invisível, introduziu a possibilidade dos indivíduos mais espertos ganharem muito dinheiro especulando nas Bolsas. Foi esse assunto que eu trouxe em meu livro A Decadência do Povo Americano e dos Estados Unidos, que enfureceu o presidente Reagan, me prendendo no MCC (Metropolitan Correctional Center); atualmente (2018), Trump reconhece que realmente o país estava em decadência. Parece que é tarde para recuperá-lo.

Falei de 7 Anticristos: Galileu, Isaac Newton, Albert Einstein, Charles Darwin, Sigmund Freud, Karl Marx e Adam Smith. Agora, citarei mais 2, para fechar o ciclo desses impertinentes gênios: Pasteur e, finalmente, um pensador francês bem antigo, Descartes, que iniciou a Filosofia Moderna com a chanchada demoníaca, que ocasionou enorme desastre no pensamento Acadêmico, com o conceito desconexo: Duvido, Logo Existo. Note o leitor que, tanto ele como Pasteur, anuviaram a Humanidade com o apoio cerrado dos diabos em sua época.

O médico colombiano, Dr. Roberto Giraldo, trabalhou nos Estados Unidos 20 anos, trazendo-nos a ideia de Béchamp (França), Enderlein (Alemanha) e Claude Bernard (França) sobre a inexistência de bactérias nos glóbulos sanguíneos, mostrando que só tem servido para aumentar o lucro dos Laboratórios ao se ensinar, invertidamente, que as doenças viriam do ambiente externo (bacilos) — e não que esses elementos patológicos sejam ocasionados pelos sentimentos ruins do interior do ser humano. Em minha pesquisa mostro que toda a ideia da Medicina, de ver a doença vinda de fora, constitui um desvio da verdadeira realidade.

Norberto R. Keppe*
Extrato do livro Psicoterapia e Exorcismo.

*Psicanalista, filósofo e pesquisador independente da física, autor de 40 livros, fundador e presidente da SITA – Sociedade Internacional de Trilogia Analítica, que unificou a ciência, à filosofia e à teologia.

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Odontologia e Espiritualidade: Conserve os seus Dentes Naturais

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“Não existe doença alguma que não seja física e espiritual ao mesmo tempo”, como mostra Keppe em seu livro Psicoterapia e Exorcismo (2018).

As emoções negativas inconscientizadas alteram o funcionamento do organismo como podemos ver no caso da inveja.

M.N. relatou: – Quando eu era criança, minha professora mostrou uma foto de um sorriso lindo. Depois mostrou uma foto de dentes cariados. Então, pensei claramente que queria ficar com os dentes todos estragados. Mas, eu mesmo me assustei com essa ideia. Hoje, acho que esse pensamento veio de um espirito maligno, que devido à minha inveja, eu segui. Portanto, perdi muitos dentes.

Notamos através desse relato que o ser humano não é vítima dos malignos, mas através da atitude de inveja, se conecta com esses seres espirituais. “Qualquer coisa que se faça no campo físico, repercute no espiritual, e o mesmo sucede deste último, para o material, pois não podemos nos esquecer, que somos uma unidade, constituída de corpo e alma.” (KEPPE, 2018).

Márcia Sgrinhelli – CRO-SP 25.337
Heloísa Coelho – CRO-SP 27.357

(Av. Rebouças, 3887, atrás Shop. Eldorado)
Tel: (11) 3814-2159 | (11) 3814-0130
www.odontotrilogica.odo.br

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Faça Terapia e Aprenda Línguas Método Keppeano

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O ensino-terapia, criado por Norberto Keppe, é um método educacional sui generis, praticamente ao contrário dos tradicionais, porque ao invés de permanecer no ensino técnico-intelectual, teórico, parte para a ação, visando principalmente ajudar o ser humano a conscientizar suas possibilidades e problemas e entender o mundo em que vive (sociopatologia) para que consiga aprender o que precisa e viver melhor.

A arte e o estudo de textos terapêuticos, como os publicados no Jornal STOP, têm um papel fundamental nesse tipo de ensino. Notamos, na Escola de Línguas Millennium, que através desse estudo o aluno consegue reduzir o estresse do dia a dia e obtém um autoconhecimento, aprendendo com maior facilidade o idioma estudado. O contato com bons filmes, músicas, artes plásticas, literatura, textos da filosofia, ciência e teologia, auxiliam o estudante não só a adquirir uma cultura geral, mas também a melhorar nos estudos, profissão, relacionamentos, enfim, na vida em geral.

“A arte é o fundamento da civilização”, afirma o criador do Método Psicolinguístico usado na Millennium Línguas, Norberto R. Keppe. Na verdade, a estética favorece o contato com os universais da essência humana (o amor, a verdade e a beleza) que constituem a vida psíquica. No aprendizado de línguas notamos que é fundamental a religação com a universalidade da vida psíquica ou consciência, que representa a verdadeira fonte do conhecimento.

A linguagem é uma forma de expressão dos conceitos universais, por isso o aprendizado de um idioma não pode ocorrer somente com o estudo de gramática (que vai até abafando esses elementos), mas pela vivência da língua (falar-ouvir-ler-escrever = ação). Na hora de falar ninguém pensa: “agora vou usar um objeto direto, depois uma preposição e para terminar coloco um ponto.” Apenas expressamos conceitos universais. Por esse motivo, a criança aprende com mais facilidade que o adulto, pois está mais conectada ao amor, verdade e beleza.

Porém, é uma inversão achar que o ser humano perde a capacidade de aprender por causa do avanço da idade; o que acontece é que nós vamos cada vez mais bloqueando nossos sentimentos e ideias, necessitando agora reverter tal situação. O que é preciso é se religar aos sentimentos e ideias universais, e o uso da arte e estudo de textos terapêuticos no ensino de línguas na Escola Millennium é um elemento fundamental para conseguir, independente da idade, a religação com esta parte essencial da vida, favorecendo desta forma a capacidade de se expressar, se elevar interiormente e vencer qualquer dificuldade em aprender.


Pérsio Burkinski, professor do Instituto de Línguas Millennium


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