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Não tenho bens, posso fazer um testamento mesmo assim?

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Tem uma frase na igreja do convento de São Francisco de Assis em Salvador que diz assim: “A verdadeira filosofia é aquela que se faz refletindo sobre a morte.”

Você já parou pra pensar no seu testamento? Ou acredita que só no fim da sua vida você quer pensar nessas situações? Como se tivéssemos o controle sobre o nosso amanhã, né?!

O testamento é o último ato de vontade em vida, e deve ser cumprido! No mais, ele se reveste de requisitos específicos, perdendo a sua validade se for escrito de qualquer forma, ex: um contrato, uma carta, um texto em um papel de pão.

Infelizmente, existe um mito no Brasil que só pode testar aquele que possui bens, mas isso é um equívoco.

Importante salientar que sobre metade dos seus bens, você decide quem será o destinatário e pode até vincular a finalidade dele. Você pode fazer o que quiser com metade dos seus bens, desde deixar para os filhos ou até doar para uma organização da sociedade civil.

Ademais, chamamos de testamento existencial aquele testamento que, com ou sem bens, deseja o testador manifestar sua vontade sobre questões pessoais, por exemplo:

  • A forma como os filhos devem ser criados (religião, escola, quem será o tutor);
  • O reconhecimento de um filho (de sangue ou socioafetivo);
  • Se tem material genético congelado, qual o destino deles, se autoriza o uso;
  • Qual destino de seus órgãos;
  • A cerimônia de enterro ou cremação, e onde os restos mortais devem ser deixados;
  • Se possui livros ou alguma obra de sua autoria: se deseja que ela seja republicada, se aceita coautoria, se proíbe coautoria;
  • Sobre suas redes sociais, qual o destino delas;
  • Seus bens que tem valores emocionais para quem devem ser deixados…entre tantas outras questões que podem surgir de acordo com os desejos pessoais de cada um.

Por fim, é importante dizer que o testamento pode ser feito em qualquer estado dentro do Brasil, não estando o testando vinculado ao seu lugar de domicílio.

Por Jhéssika Avelino | Advogada Cível e Empresarial

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São Paulo – SP

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Realizado com grande êxito 1° OPEN LAB da Faculdade Trilógica Keppe & Pacheco

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Chega ao fim o 1° Open Lab da Faculdade Trilógica Keppe & Pacheco. Realizado nos dias 19 e 20 de outubro em Cambuquira, sede da FATRI, evento reuniu engenheiros, estudantes e demais interessados de MG, RJ e SP in loco, além de participantes de MG, BA, AM, SP e RJ online. Os engenheiros co-inventores da Tecnologia Keppe Motor falaram sobre esta tecnologia, obras de Keppe e Tesla e outros temas que compõem a matriz curricular do Curso de Gestão Ambiental, com Vestibular 2019 em andamento.

No primeiro dia, o evento conduzido pelos engenheiros e co-inventores da tecnologia Keppe Motor, Alexandre Frascari, César Soós e Roberto Frascari, reuniu um corpo mais técnico, composto basicamente por engenheiros. O grupo se reuniu no Teatro Thalia do Grande Hotel Trilogia para a palestra e demonstrações práticas da Tecnologia Keppe Motor e informações sobre os cursos da Faculdade Trilógica Keppe & Pacheco. Posteriormente o grupo fez uma visita às instalações da sede da FATRI.

No sábado, 20 de outubro, segundo dia do evento, alunos e professores do 2° ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação de Três Corações foram conhecer as instalações da FATRI e participar do 1° Open Lab. Aproximadamente 25 alunos e professores, além de demais participantes da sociedade, tiveram contato direto com os engenheiros, conheceram mais sobre os trabalhos de Keppe-Tesla e sobre a Nova Física Keppeana, que será pela primeira vez parte da matriz curricular de um curso superior no mundo na FATRI. Após o evento, os alunos e professores ainda visitaram o Parque das Águas de Cambuquira acompanhados por tutores indicados pela Prefeitura Municipal de Cambuquira.

Por meio de vídeos, o Coordenador do Curso de Gestão Ambiental, Prof. Dr. Ílio de Nardi Junior, e o Fundador do Instituto Tesla, descendente de Nikola Tesla e professor do curso de Gestão Ambiental da FATRI, Eng. Boris Petrovic, agradeceram a presença de todos e deram as boas-vindas a este 1° Open Lab, que abre a série de eventos “FATRI DE PORTAS ABERTAS” que demonstrará os diferenciais dos cursos de Gestão Ambiental, Teologia e Artes Visuais que iniciarão em 2019 e já estão com o Vestibular em andamento.

O próximo evento do FATRI DE PORTAS ABERTAS acontecerá nos dias 23 e 24 de novembro. As atividades terão início às 8h30 de sexta, 23/11, e se estenderão durante esses dois dias.

Informações:
keppepacheco.edu.br/vestibular
(35) 3251-3800 / 98872-3470

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Emissões globais de metano podem estar subestimadas

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Mudanças recentes na compreensão sobre o comportamento do metano na Terra, além de dificuldades para fazer amplas medições do que é emitido pelos oceanos, podem ter feito com que as emissões globais do gás – cujas moléculas retêm 25 vezes mais calor do que as de gás carbônico – tenham sido subestimadas.

As consequências dessa emissão maior vão desde um aumento ainda mais acentuado nas temperaturas globais até a concretização da chamada hipótese da bomba de clatrato (estrutura cristalina). Segunda essa hipótese, o metano hoje depositado no subsolo marinho poderia subir à atmosfera e gerar uma extinção em massa como as que ocorreram na transição dos períodos Permiano e Triássico (há cerca de 250 milhões de anos) e no fim do Paleoceno e início no Eoceno (há 55 milhões de anos, aproximadamente).

“Com o derretimento do Ártico e da Antártica, provocado pelo aquecimento global, muito desse metano que estava preso embaixo das geleiras, na forma de hidrato de gás, começa a ser liberado”, disse Antje Boetius, pesquisadora do Instituto Max Planck de Microbiologia Marinha, em Bremen, na Alemanha.

Boetius foi uma das participantes da Escola São Paulo de Ciência Avançada em Metano, realizada em Ilhabela de 16 a 23 de outubro e encerrada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em Piracicaba, no dia 26.

“A ideia da Escola foi conseguir avançar nas novas fronteiras do conhecimento dessa área da ciência, principalmente em relação aos microrganismos que produzem metano na natureza”, disse Vivian Pellizari, professora do Instituto Oceanográfico da USP e organizadora do evento. Além de palestrantes brasileiros e estrangeiros, participaram da Escola 73 alunos de pós-graduação e pesquisadores de pós-doutorado de 13 países além do Brasil.

“Para poder controlar as emissões é preciso conhecer a parte básica do metabolismo dos microrganismos e dos seus hospedeiros. Novos grupos desses microrganismos têm sido descritos nos últimos anos e ainda precisam ser mais bem compreendidos”, disse Pellizari à Agência FAPESP.

No Brasil, os maiores responsáveis pelas emissões de metano são a criação de gado e as áreas alagadas, presentes na Amazônia e no Pantanal. Elas acumulam matéria orgânica em decomposição, reduzindo a concentração de oxigênio e gerando metano.

O gado, por sua vez, emite o gás como resultado do processo de digestão. Além disso, mudanças no uso do solo também impactam a proporção entre o metano que é liberado na atmosfera e o que é consumido.

Os microrganismos do ambiente desempenham um grande papel na emissão global de metano. Embora recentes avanços tenham dado origem a novos conhecimentos, ainda há mais perguntas do que respostas em relação à quantidade global do gás, ciclagem biogeoquímica e microbiologia da metanogênese (geração) e da metanotrofia (consumo).

Atualmente, a busca por organismos que geram e consomem metano vai de ambientes criados pelo homem a alguns dos locais mais extremos na Terra. Na Escola também foram discutidas metodologias que poderão ser usadas para detectar presença de metano fora da Terra, como em luas de Júpiter. O metano seria um possível indicador de vida extraterrestre.

“O metano é um elemento-chave para a Astrobiologia e para conhecer mais sobre a origem da vida”, disse Ken Takai, da Jamstec, agência japonesa para ciência e tecnologia marinha e terrestre e um dos palestrantes no evento.

Além disso, outro tema discutido foi a recente aplicação do conhecimento em produção de bioenergia, gerenciamento de resíduos e em Agronomia.

“O metano formado no solo dificilmente chega à atmosfera se houver uma atividade biológica que consome esse gás. Mas, quando há desequilíbrio entre produção e consumo, acaba havendo liberação para a atmosfera. Para agricultura e solo, essa é uma das principais discussões colocadas aqui”, disse Fernando Dini Andreote, professor da Esalq-USP.

Gelo que queima

O hidrato de clatrato (ou hidrato de gás) é um cristal de água que encapsula gases, a maior parte metano, e que queima com facilidade. Por isso, é considerado pelo setor de energia como um possível combustível no futuro. Quando no subsolo marinho, sob baixas temperaturas, ele mantém estável o gás em seu interior.

“No entanto, temos evidências de que houve uma grande mudança no nível do mar ao longo da nossa história. A diminuição da pressão dos oceanos decorrente disso, além do aquecimento da água, é uma forma de liberar esse hidrato de gás. Como sabemos que houve um aumento das temperaturas marinhas, estamos provavelmente chegando a uma era ou período em que nunca antes na história humana houve tanto hidrato de gás sendo exposto”, disse Boetius.

A cientista alerta que no Ártico o quadro é especialmente preocupante, já que há muitos depósitos de hidrato de gás em partes rasas, apenas alguns metros abaixo do gelo.

“O Ártico tem muitos e muitos quilômetros de mares rasos e eles podem ter grandes depósitos desses hidratos de gás. Atualmente, a maior parte do Ártico está congelado, mas não sabemos se estará até o fim do século”, disse.

Investimento em pesquisa

Além da quantidade de hidrato de gás, a própria emissão de metano dos oceanos como um todo é apenas estimada. Embora métodos para fazer as medições sejam conhecidos, seriam precisos muito mais pontos de medição do que os poucos existentes atualmente.

“Para esse tipo de levantamento precisamos de navios, robôs e engenheiros. É um esforço de muita alta tecnologia. Logo, poucos países no mundo têm condições de fazer esse trabalho, embora devessem medir emissões pelo menos em sua própria zona econômica exclusiva. Por isso, temos muito poucos dados”, disse Boetius.

A quantidade de metano emitida, portanto, pode estar subestimada, o que é dito nos últimos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC): “Temos apenas estimativas baseadas em poucos dados científicos”.

Mudar esse quadro exige altos investimentos em pesquisa. No entanto, os Estados Unidos, segundo maior emissor de gases do efeito estufa do mundo, atrás apenas da China, recuou seus investimentos nos últimos dois anos.

“Os Estados Unidos têm um impacto desproporcional no clima por causa do estilo de vida, do jeito que gerimos nossa indústria. Contribuímos bastante para a quantidade de metano no mundo. Por conta disso, temos responsabilidade de fazer algo sobre isso”, disse Brendan Bohanann, da University of Oregon, um dos organizadores da Escola.

“Ao mesmo tempo, o financiamento para ciência nos Estados Unidos tem sido estável ou mesmo tem caído ao longo do tempo. Isso sem contar que tem havido uma queda geral na importância da ciência em determinar políticas no nível federal e isso é uma grande preocupação. Infelizmente, quando os Estados Unidos tomam uma decisão em nível nacional, isso tem um impacto global. Espero que o Brasil tome os Estados Unidos como um mau exemplo e não faça a mesma coisa”, disse Bohanann.

Além de assistir a palestras, apresentar trabalhos e realizar atividades em grupo os participantes fizeram visitas técnicas à Esalq e ao Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena).

Mais informações sobre a Escola São Paulo de Ciência Avançada em Metano: http://spsasmethane.com.

FONTE: André Julião, de Ilhabela  |  Agência FAPESP

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Mundo perdeu 60% dos animais selvagens em 40 anos, alerta estudo

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Relatório da WWF apresenta uma imagem preocupante dos impactos humanos prejudiciais sobre os ecossistemas e a biodiversidade da Terra

Por Vanessa Barbosa

A biodiversidade planetária está ameaçada. Populações globais de animais selvagens diminuíram em média 60% em pouco mais de 40 anos, de acordo com o relatório “Planeta Vivo 2018”, da organização não governamental WWF (World Wildlife Fund).

O relatório, divulgado hoje, apresenta uma imagem preocupante dos impactos humanos prejudiciais na vida selvagem, florestas, oceanos, rios e clima. Ao mesmo tempo, chama atenção para a curta janela de tempo para ação e a necessidade urgente de adoção em larga escala de novas abordagens para a valorização, proteção e restauração da natureza.

O estudo reitera a ameaça já sublinhada no recente relatório do Painel Internacional sobre Mudança Climática (IPCC): estamos no meio de uma crise planetária causada por atividades humanas e estamos fazendo pouco para mudar a rota.

O que está causando a perda global de espécies?

A degradação ambiental e perda de habitat devido à agropecuária e à superexploração de espécies continuam sendo as maiores ameaças à biodiversidade e ecossistemas terrestres e marinhos em todo o mundo. Segundo o estudo, apenas um quarto das terras do Planeta estão livres dos impactos das atividades humanas e esse número deverá cair para apenas um décimo até 2050.

Essas ameaças são particularmente evidentes nos trópicos, resultando em uma perda mais significativa da vida selvagem nessas áreas, principalmente nas Américas Central e do Sul, onde a redução chega a 89% desde 1970. No caso do Brasil, ainda somos a maior fronteira de desmatamento do mundo — perdemos  1,4 milhão de hectares de vegetação natural por ano.

Nos últimos 50 anos, 20% da vegetação da Amazônia já desapareceuEspecialistas indicam que se o desmatamento total alcançar 25%, esse bioma chegará ao “ponto de não retorno”, podendo entrar em colapso.

O relatório aponta também a região do Cerrado como uma das maiores frentes de desmatamento no mundo. Além das perdas para a biodiversidade, o desmatamento no bioma põe em risco a segurança hídrica do país, uma vez que as águas que nascem no Cerrado alimentam seis das oito grandes bacias hidrográficas brasileiras e alguns dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo.

Outra ameaça crescente é a mudança climática, que afeta ecossistemas e espécies, e que pode dobrar a curva da perda de biodiversidade até o final do século. A mudança de uso do solo, principalmente o desmatamento, é o maior fator de emissão de gases de efeito estufa do Brasil, contribuindo assim para o aquecimento global. Entre 1990 e 2013, a mudança de uso do solo foi responsável por 62,1% do total de emissões do país, segundo o Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

Fonte: Revista Exame