De onde vem a dificuldade em escrever?

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José Ortiz Camargo Neto*

 

Alguns estudos apontam que o segundo maior medo do ser humano é escrever ou falar em público. O primeiro é morrer.

 

Esse fenômeno é comum nas aulas de redação. O pânico de escrever errado, de ser criticado ou corrigido pelo professor paralisa o estudante e trava seu aprendizado. E esse medo de ver os erros surge em todas as outras situações da vida, gerando estresse e prejudicando todos os campos: saúde, estudo, produtividade e relacionamentos.

Isso mostra que escrever é antes de tudo um ato psicológico: é preciso aceitar ver os erros com tranquilidade e tolerância, para lidarmos com os bloqueios e medos que nos dominam.

Por que as crianças aprendem muito mais depressa que os adultos? Porque elas não têm tanto medo de errar, nem censura quando cometem algum erro. Aprendendo a andar, caem muitas vezes, os outros riem, mas elas não se importam. Levantam-se e continuam tentando, até aprender.

Por isso, quando você era criança e não sabia nenhum idioma, aprendeu uma língua dificílima, que hoje domina em grande parte e na qual quer se aperfeiçoar: o português. E como foi que aprendeu? Ouvindo o que os outros falavam e tentando repetir as palavras. Sem medo de errar, ainda que errando muitas vezes.

Por esse motivo, o psicanalista Norberto Keppe, que também é pedagogo, desenvolveu o Método Psicolinguístico Terapêutico Trilógico, que alia aprendizado com psicoterapia.

Através dele, milhares de alunos que passam pelo Centro de Línguas Millennium, conveniado com a Faculdade Trilógica Keppe e Pacheco, em São Paulo, e estudam com dedicação, aprendem com maior facilidade vários idiomas estrangeiros.

Inglês, francês, italiano, espanhol, alemão, finlandês, sueco e português, são ali ensinados com a mesma eficácia, ao mesmo tempo em que os alunos fazem uma espécie de psicoterapia, conseguindo benefícios em todos os níveis: redução de estresse, melhora da saúde e energia, maior produtividade no trabalho e nos estudos, tolerância e afeto nos relacionamentos.

No campo da redação em língua portuguesa, todos os nossos alunos, de 1997 até hoje, 2019, foram aprovados em vestibulares e concursos, em universidades públicas e particulares, em cursos que exigem muito boa escrita, como Letras e Comunicação e Artes. Foram muitos também os que conseguiram promoções em seus empregos, devido à melhora no temperamento e na comunicação.

Em nossas aulas, não se desenvolve apenas o campo intelectual, mas também o do sentimento e o da ação prática na vida. Daí o nome do nosso livro: “Redação Prática e Moderna (Trilógica) – A Expressão do Sentimento, Pensamento e Ação”.

O Método Psicolinguístico desinverte o ensino tradicional e utiliza o processo natural de ensino. Parte da língua para as questões gramaticais, através de textos trilógicos terapêuticos, e não da gramática para o idioma.

Se você se lembrar, verá que ninguém lhe disse, quando você era bebê: “Vamos aprender a conjugar o verbo ser”. Nem falou: “Vamos ver as classes de palavras variáveis e suas flexões em gênero, número e grau”. As pessoas conversaram com você, corrigiram seus erros, e você aprendeu.

Isso mostra que aprendemos a falar, falando, a ler, lendo, a escrever, escrevendo, a ouvir, ouvindo – é a ação, segundo Keppe, que traz o conhecimento. E é desse modo que você irá aprender a escrever em nosso curso, tendo segurança, clareza e correção no modo de se expressar por escrito.

 

José Ortiz Camargo Neto é terapeuta psicossocial, escritor, jornalista e professor da Faculdade Trilógica Keppe & Pacheco (FATRI).

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