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Patologia das Leis: Inversão no trabalho

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Existe uma grande diferença entre aquilo que “idealizamos” e a realidade. Por isso que a nossa estrutura de leis causa de fato um enorme estrago, tanto para a sociedade como para o indivíduo. Isso se dá, pela falta de conhecimento sobre o interior do ser humano, das nossas intenções e aquilo que inconscientizamos. Acreditamos no que pensamos, como base de criação de nossa realidade.

O legislador afirma que o consenso político nasce de um debate democrático consciente no Congresso e acredita no fruto dessa dinâmica, nas leis que daí surgem. Mas não é isso que acontece. Para entendermos o porquê desse estrago, temos que adentrar no aspecto patológico das emoções e da psique humana, ou seja, perceber a inveja, a inversão e a soberba.

Sem esse conhecimento vamos perpetuar no erro.

Até hoje a humanidade não percebeu a importância de conscientizar a maior descoberta de Freud sobre o inconsciente- ela nunca foi bem compreendida e aplicada. Entretanto, agora com o trabalho de Keppe que cientificamente explica e une os três aspectos da filosofia, teologia e ciência, temos os instrumentos necessários para desinverter a nossa percepção.

No Brasil por exemplo, a legislação trabalhista reflete bem uma grave inversão: ao invés de buscar-se um equilíbrio entre trabalho e capital, entre empregador e empregado, foi instaurada uma visão negativa do trabalho em si, como um mal necessário, um sacrifício, aprisionamento e não como a fonte de toda a realização, bem-estar e prosperidade.

Assim sendo, todas as medidas e leis promulgadas, ao invés de incentivarem o trabalho, só criaram barreiras através de instrumentos de controle, prejudicando tanto o trabalhador, as empresas de um modo geral, como o país. (impostos, burocracia, sobrecarga de benefícios)
As leis têm de estar em ressonância com a essência do ser humano que é boa bela e verdadeira, contudo nossa percepção da realidade está invertida, vemos no bem um mal e no mal um bem.

Só não estamos desfrutando do Reino Divino aqui e agora nessa existência, devido à inversão de nossas leis. As leis refletem a vontade de uma nação e o direcionamento que esta tomará no curso de sua história.

Ocorre que, se não avaliarmos esse corpo de leis levando em consideração os aspectos da psicopatologia e da psico-sócio-patologia, acabamos por transferir esses aspectos patológicos inconscientes no bojo das normas jurídicas causando grandes prejuízos e levando a paralisação da sociedade.

Bibliografia

KEPPE, N.R. Trabalho e Capital – Proton Editora. São Paulo. 1989
KEPPE, N.R. Escravidão e Liberdade – Proton Editora. São Paulo. 2011
KEPPE, N.R. Libertação dos Povos – Proton Editora. São Paulo. 1999
KEPPE, N.R. Metafísica Trilógica, A Libertação do Ser – Proton Editora. São Paulo. 1987

 

Rodrigo Angélico Pacheco, advogado

Advogado formado no ano de 2002 pela Faculdade de Direito das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU/SP, especializado na área de Direito Imobiliário, notadamente no ramo das relações jurídicas condominiais, bem como na área de interpretação e adaptação de contratos estrangeiros ao sistema jurídico brasileiro (inglês e francês fluentes), foi aluno da universidade de Altos Estudo de Direito e Economia (Paris II – ASSAS), no período de 1989 a 1993 e freqüentou o Curso de Letras do Instituto Católico de Paris de 1993 a 1996, licenciado por este curso –  Instituto Superior de Tradução de Intérprete – ISIT.
Membro da American Bar Association (Associação da Ordem dos Advogados dos Estados Unidos) inscrito no número 02095430